Reserva de Emergência

Para que montar sua reserva de emergência e quando usá-la

Investir é, sem dúvida alguma, parte essencial na vida de pessoas que estão buscando uma vida financeira mais saudável ou até mesmo aqueles que miram na sonhada liberdade financeira. É comum, para essas pessoas, buscarem conhecimento para encontrar boas oportunidades de investimento que os farão alcançar seus objetivos. Contudo, uma etapa pouco conhecida pelas pessoas é a reserva de emergência.

 

Se você quer estar entre a porcentagem da população que não ignora etapas cruciais e tem uma carteira de investimentos construída de maneira sólida e objetiva, leia este conteúdo até o final. Vamos te mostrar para que montar sua reserva de emergência e quando usá-la. 

 

O que é e para que serve a reserva de emergência?

 

Certamente você já deve ter ouvido a seguinte expressão ao longo de sua vida: “imprevistos acontecem”. E, normalmente, é dita em meio a um cenário de dificuldade ou quando algo grande acontece repentinamente e tem um importante impacto na vida. Entretanto, o que não te ensinam na infância é que os imprevistos, em maioria, são previstos

 

Imagine que você é o provedor da sua família. Seguro e confiante de que tudo estava bem, não se preocupou em poupar dinheiro, tendo apenas aquilo que entra como sustento, sem uma reserva. No entanto, as coisas no trabalho não estão indo bem e você é demitido ou, no caso de empresário, precisa fechar as portas, ou é acometido por uma doença grave que te impossibilite de continuar com suas atividades laborais e demande um gasto extra em tratamento e remédios. Como sua família ficará?

 

Mesmo que seja um cenário adverso e catastrófico, ele é completamente possível de “prever” e, sobretudo, de antecipar. É justamente aqui que entra a reserva de emergência. 

 

Mas calma, isso não é um problema só seu. Um estudo feito em março de 2020 pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostra que cerca de 52% dos brasileiros não possuem uma reserva e aponta como principal responsável pela estatística a falta de educação financeira. 

 

A reserva de emergência é, portanto, aquele capital que você acumula e é capaz de suprir suas despesas mensais essenciais por um período de tempo, caso algo como o exemplo acima aconteça. É aquela parte do seu patrimônio que vai te dar um ar a mais para cobrir despesas emergenciais como saúde ou desemprego, por exemplo. 

Como montar uma?

 

Antes de mais nada, é preciso estar bem organizado e planejado com suas finanças. É necessário equilibrar as contas pessoais e entender o que são gastos essenciais e supérfluos. Cuidar das dívidas também é parte desse processo de pré montagem que é importante dedicar uma atenção especial. Somente dessa maneira é possível avançar para o próximo passo de, efetivamente, montar uma reserva financeira. 

 

Passado por estas etapas, você pode começar a montar seu porto seguro. Na média, a conta é de seis meses de despesas fixas essenciais. Não há uma regra clara e específica para essa conta, pois isso dependerá de pessoa para pessoa, de sua realidade e padrão de vida. Veja o exemplo abaixo:

 

João tem como despesa fixa essencial R$ 3.000 por mês. 

Para sua reserva, ele terá de multiplicar este valor por seis. 

Feito isso, verá que o montante a que deve chegar é de R$ 18.000,00

 

Como dito anteriormente, a conta vai variar de acordo com cada realidade. Funcionários públicos que contam com maior estabilidade, por exemplo, podem ter uma reserva menor. Enquanto que profissionais autônomos podem precisar de um reforço, como 12 meses, já que não contam com benefícios do regime CLT. 

 

Quando usar a reserva de emergência?

 

Se você chegou até aqui, já entendeu que a reserva de emergência é feita para definitivamente usar em uma emergência. Em momentos “imprevisíveis”. 

 

É importante que essa regra – de usar somente nessas situações – não seja quebrada, pois somente assim você não irá misturar com gastos não essenciais, como parcelas de cartão de crédito ou viagens, por exemplo. 

 

Alguns exemplos de reais necessidades são:

 

  • Gastos com remédios e tratamentos para um problema de saúde grave
  • Danos ou sinistro de um automóvel
  • Período de desemprego
  • Taxas e impostos no início do ano

 

E não se esqueça: sempre que esse tipo de investimento precisar ser utilizado, é importante compô-lo novamente na mesma medida. 

 

E você, já sabe tudo sobre a reserva de emergência? Aproveite as dicas e comece agora a fazer a sua!

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