13 de Outubro de 2021

Tesouro Direto: em dia de agenda esvaziada no Brasil e à espera de ata do Fomc, taxas dos títulos públicos caem nesta 4ª

InfoMoney

Na volta do feriado que suspendeu as negociações no Tesouro Direto e na Bolsa brasileira, as atenções estão voltadas para mais um dado de inflação nos Estados Unidos, que veio ligeiramente acima do esperado pelo mercado, e para a ata da última reunião do comitê do Fed (Federal Reserve, banco central americano).

Já na cena local, o dia é de agenda econômica esvaziada e sem grandes destaques. Com isso, o mercado de títulos públicos negocia com leve queda nas taxas nesta quarta-feira (13).

Na primeira atualização da manhã, o título prefixado com vencimento em 2024 oferecia remuneração de 9,98% ao ano, frente aos 10,02% registrados na última sessão, na segunda-feira (11). Já os papéis com vencimento em 2031 recuavam de 10,95% para 10,92% ao ano na abertura das negociações.

Nos títulos atrelados à inflação também houve queda nas taxas. No início dos negócios, os títulos Tesouro IPCA+ com juros e vencimento em 2035 e 2045 ofereciam retorno real de 4,96%, abaixo dos 4,99% vistos na tarde de segunda-feira.

No caso do Tesouro IPCA+ com vencimentos em 2055 e que oferece juros semestrais, o juro pago era de 5,04% ao ano, na manhã desta quarta-feira (13) – o que também mostra um recuo em relação às taxas oferecidas na sessão anterior.


Ajuste de 1 ponto na Selic não é compromisso, pode mudar, diz Kanczuk 


Money Times

O diretor de Política Econômica do Banco Central, Fabio Kanczuk, afirmou nesta quarta-feira que o ajuste de 1 ponto na Selic sinalizado pelo BC para o ciclo de aperto monetário não é um compromisso e pode mudar dependendo das condições, citando como risco uma mudança muito grande no regime fiscal.

Ao participar de evento online do HSBC, ele indicou que, assim como a comunicação do BC mudou para indicar que a taxa básica de juros deveria ir para território significativamente contracionista –ante indicação inicial de normalização apenas parcial dos juros–, o ritmo de aperto na Selic também poderá ser alterado.

No entanto, ele voltou a reforçar que no momento o BC vê a alta de 1 ponto como suficiente para garantir a convergência da inflação para a meta em 2022.

A sinalização é de que o BC precisa fazer mais, mas que irá manter o ritmo de aperto nos juros, acrescentou ele, em referência a um ciclo mais longo de aperto.

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