20 de outubro de 2021

Taxa Tesouro Direto

Tesouro Direto: taxas de prefixados voltam a bater recordes, enquanto retornos de títulos de inflação recuam nesta 4ª

InfoMoney

A desconfiança do mercado em torno do novo programa de transferência de renda do governo – que pode levar ao abandono completo do teto de gastos – segue pesando sobre os negócios nesta quarta-feira (20).

Para adicionar ainda mais imprevisibilidade ao cenário doméstico, a Comissão Especial pode votar hoje o parecer do relator Hugo Motta (Republicanos-PB) sobre a PEC dos precatórios.

Nesse contexto, o mercado de títulos públicos negociados via Tesouro Direto não apresenta direção única nesta manhã. Os papéis prefixados apresentam alta nas taxas, enquanto os juros pagos pelos papéis atrelados à inflação recuam.

Na primeira atualização do dia, títulos prefixados voltaram a bater marcas históricas. O juro pago pelo título com vencimento em 2024 avançava de 10,69% ao ano, na sessão anterior, para 10,86% ao ano – esse é o maior percentual já oferecido por esse papel, que começou a ser negociado em fevereiro de 2020.

No mesmo horário, a taxa paga pelo papel com vencimento em 2031 era de 11,57% ao ano, o que representava um avanço de 16 pontos-base em relação aos juros pagos nesta terça-feira (19). O valor também é recorde para esse papel, que passou a ser oferecido em fevereiro do ano passado.

No sentido oposto, os juros reais pagos pelos títulos atrelados à inflação recuavam na abertura das negociações. O retorno real pago pelo Tesouro IPCA+ com vencimentos em 2055 e pagamento de juros semestrais era de 5,29% ao ano, frente aos 5,40% anuais da sessão anterior.

A mesma situação era vista com os títulos atrelados à inflação com vencimento em 2035 e 2045. A remuneração oferecida por esses papéis recuava de 5,31% ao ano na tarde de ontem, para 5,17% anuais na primeira atualização de hoje.

Auxílio Brasil de R$ 400 continua sendo questionado pelo mercado nesta quarta

Valor Investe

O Auxílio Brasil de R$ 400 para substituir o Bolsa Família em 2022, ano de eleições, fez a bolsa desabar mais de 3% e o dólar superar os R$ 5,60 ontem. A reação bastante negativa do mercado financeiro à proposta levou o presidente Jair Bolsonaro a cancelar o anúncio do programa social em uma cerimônia, que aconteceria no Palácio do Planalto e agora está sem previsão de data.

Enquanto os beneficiários do Bolsa Família continuam sem saber o que acontecerá com a sua renda daqui 11 dias, quando acaba o auxílio emergencial, os investidores estão de mau humor com a ideia de que parte dos R$ 400 do Auxílio Brasil extrapole o teto de gastos, que limita o crescimento a despesa do governo. O teto comporta pagamento mensal de até R$ 300, mas o presidente determinou o valor de R$ 400.

Contas públicas descontroladas pioram as perspectivas para a inflação e podem fazer com que o Banco Central suba mais os juros para conter a alta dos preços.

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