22 de outubro de 2021

Juros futuros disparam e precificam alta de 1,5 p.p. no próximo Copom

Suno

Os contratos futuros de DI dispararam nesta quinta-feira (21) e precificam majoritariamente um aumento de 1,5 ponto porcentual para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Os juros futuros foram alimentados pela aversão ao risco inflada pela sinalização do ministro da Economia Paulo Guedes de implementar o Auxílio Brasil extrateto e pela possibilidade de pagar auxílio a caminhoneiros para compensar a alta do diesel.

A taxa do contrato de DI para janeiro de 2023 fechou em 10,48%, de 9,913% no ajuste e 10,16% no fechamento de quarta. O juro futuro para janeiro de 2025 encerrou a 11,49%, de 10,906% (ajuste) e 11,14% (fechamento), e o para janeiro de 2027 subiu de 11,274% (ajuste) e 11,48% (fechamento) para 11,80%. O DI para janeiro de 2029 bateu em 12,00%, de 11,622% no ajuste anterior e 11,69% no fechamento.

Na avaliação de Jerson Zanlorenzi, da mesa de operações do BTG Pactual digital, investidores reprecificaram o cenário de Brasil para baixo. “Hoje é um dia clássico de risk-off. Não tem certo ou melhor. Não tem ativo melhor. Os investidores fecham os olhos e vendem todas as posições de ações e compram juros e dólar.”

Gafisa soma R$ 692 milhões em lançamentos no 3º trimestre, e R$ 1 bilhão no ano

MoneyTimes

A Gafisa (GFSA3) divulgou, em prévia operacional, um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 691,7 milhões em lançamentos no terceiro trimestre de 2021. Com o resultado, a companhia chegou a R$ 1 bilhão em lançamentos acumulados no ano.

No trimestre, entre lançamentos e pré-lançamentos, a companhia atingiu o valor de R$ 1,684 bilhão.

No 3º trimestre e nos nove primeiros meses do ano, as vendas brutas da companhia atingiram, respectivamente, R$ 159 milhões e R$ 523 milhões — altas de 11% e 134% ante os mesmos períodos de 2020.

A Gafisa lançou quatro empreendimentos neste período, sendo três em São Paulo e um no Rio de Janeiro. Em relação aos pré-lançamentos, a companhia tem três imóveis com estandes operando e campanhas publicitárias em vigor, sendo dois em São Paulo e um no Rio.

Como consequência do volume de lançamentos, o estoque de unidades da companhia cresceu 30% frente o trimestre anterior.

Comissão aprova nova metodologia para teto de gastos, limite para precatórios e caminho para Auxílio Brasil

InfoMoney

A comissão especial que analisa a Proposta de Emenda à Constituição dos Precatórios (PEC 23/2021) na Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta quinta-feira (21), por 23 votos contra 11 o novo parecer apresentado pelo relator Hugo Motta (Republicanos-PB). O texto agora fica pronto para ser incluído na pauta do plenário, onde terá de ser submetido a dois turnos de votação.

O substitutivo abre espaço de cerca de R$ 83 bilhões no Orçamento de 2022, com uma trava para o pagamento das dívidas judiciais do governo e uma mudança na metodologia do teto de gastos – regra fiscal que limita a evolução de boa parte das despesas públicas à inflação acumulada no ano anterior.

Além disso, o texto aprovado permite contornar a chamada regra de ouro – dispositivo constitucional que prevê que o governo não pode se endividar para bancar gastos correntes.

O relator calcula que o novo modelo de pagamento de precatórios deve permitir uma folga de quase R$ 40 bilhões a R$ 50 bilhões no Orçamento do ano que vem, além de outros R$ 39 bilhões por causa de mudanças nas regras fiscais.

Atualmente, o teto de gastos permite a atualização dos gastos públicos pela inflação acumulada em 12 meses até junho do ano anterior. Pelo texto aprovado pela comissão, o período que determinaria a correção na regra fiscal passaria para janeiro a dezembro, mantendo o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), medido pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), como indexador.

A nova metodologia culminaria em um ajuste retroativo de toda a regra fiscal desde a sua criação, em 2016. Pela Constituição Federal, seria possível rever a regra em 2026 – após dez anos de vigência –, mas o governo optou por antecipar esse processo, propondo a revogação de tal dispositivo da Carta Magna

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