25 de outubro de 2021

Mercado financeiro vê aumento de 1,25 p.p. da Selic esta semana; economistas estimam juros de 9,50% ao fim de 2022

InfoMoney

Em meio a apostas cada vez maiores para a taxa básica de juros, diante do aumento do risco fiscal, o mercado financeiro elevou suas projeções para a Selic ao fim deste ano, de 8,25% para 8,75% ao ano. Os dados constam no relatório Focus, divulgado na manhã desta segunda-feira (25) pelo Banco Central.

A expectativa agora é de aumento de 1,25 ponto percentual da Selic na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), a ser realizado nesta quarta-feira (27), elevando os juros de 6,25% para 7,50%. Na semana passada, as apostas recaíam sobre aumento de 1 ponto, para 7,25% ao ano.

Para 2022, as estimativas para os juros também foram elevadas, de 8,75% para 9,50% ao ano, assim como para 2023, de 6,50% para 7,00% ao ano.

As projeções para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2021 também foram elevadas, pela 29ª semana, de 8,69% para 8,96%. Os economistas elevaram ainda suas estimativas para o indicador em 2022, pela 14ª vez consecutiva, de 4,18% para 4,40%.

Com relação ao desempenho da economia brasileira, houve piora nas expectativas para crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2021, de 5,01% para 4,97%, e para 2022, de crescimento de 1,50% para 1,40%.

Por fim, no câmbio, as apostas para dezembro de 2021 e de 2022 também foram elevadas, de R$ 5,25 para R$ 5,45 ao fim deste e do próximo ano.

Startup recebe quase R$ 200 milhões para emplacar seguro de automóvel baseado em como você dirige

InfoMoney

O investimento em startups brasileiras está acelerado – e 40% do dinheiro colocado pelos fundos de capital de risco está concentrado em startups de serviços financeiros. A Justos, uma startup que vai oferecer seguros de automóvel com preços baseados no comportamento dos motoristas, é o exemplo mais recente da aposta dos fundos de venture capital.

A insurtech anunciou nesta segunda-feira (25) a captação de uma rodada série A de R$ 197 milhões (US$ 35,8 milhões). O investimento foi liderado pelo fundo Ribbit Capital (que tem no portfólio startups como Brex, Coinbase e Cora) e acompanhado pelos fundos SoftBank Latin America Fund (Gympass, Loggi, Rappi) e GGV (Frubana, Idwall, Loggi). Investidores de uma rodada anterior de R$ 15 milhões redobraram as apostas: os fundos BigBets e Kaszek, assim como David Velez (CEO do Nubank) e Carlos Garcia Otatti (CEO da Kavak).

Ao todo, a Justos captou R$ 212 milhões com investidores. Os recursos estão sendo usados em contratações e tecnologia para finalmente começar a operação do aplicativo até o final deste ano.
A Justos foi criada pelo espanhol Antonio Molins, pelo indiano Dhaval Chadha e pelo mexicano Jorge Soto Moreno. Eles se conheceram quando estavam no Vale do Silício, trabalhando para empresas como Airbnb, ClassPass e Netflix. 
Para a Justos, a resposta para ampliar as contratações do seguro automóvel no país está em processos mais simples e preços mais acessíveis. O usuário baixará o aplicativo e colocará dados como CPF, CEP e placa do carro para receber a cotação padrão de seguro automotivo da startup. Segundo Chadha, o preço ficará cerca de 15% menor do que o visto nas seguradoras tradicionais de partida.

A Justos conseguirá fornecer um desconto adicional também de até 15%, após coletar dados de 80 quilômetros de direção. A startup realiza medições a partir dos smartphones dos usuários para definir seu perfil de direção, o risco associado e a precificação mais adequada para ele. Alguns pontos analisados serão aceleração, velocidade médias, freadas bruscas e se a pessoa fala no celular enquanto dirige.

Estoque de crédito no Brasil sobe 2,0% em setembro e 16% em 12 meses, diz BC

MoneyTimes

O estoque total de crédito no Brasil subiu 2,0% em setembro sobre agosto, a 4,429 trilhões de reais, com o saldo dos financiamentos às famílias seguindo em expansão em 12 meses, mostraram dados do Banco Central nesta segunda-feira.

Em 12 meses, o estoque total de crédito cresceu 16,0%, com o crédito às pessoas físicas acelerando a 19,4% (frente a 19,0% no acumulado até agosto), enquanto o volume destinado às empresas teve elevação de 11,6%, queda sobre o patamar de 12,3% observado no acumulado até o mês anterior.

Para o ano, a projeção mais recente do BC era de expansão do crédito de 12,6% neste ano, com alta de 16,2% entre as famílias e de 8,0% entre as empresas.

O saldo geral passou, com o desempenho de setembro, a responder por 52,9% do Produto Interno Bruto (PIB), frente a 52,4% em agosto.

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