27 de outubro de 2021

Taxa de desemprego recua para 13,2% em agosto, aponta IBGE, dado melhor do que o esperado

InfoMoney

A taxa de desocupação foi para 13,2% no trimestre fechado em agosto, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgada nesta quarta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A expectativa mediana do consenso Refinitiv era de taxa de desemprego de 13,4% em agosto, ante dado de 13,7% em julho.

A taxa caiu 1,4 ponto percentual ante o trimestre terminado em maio (14,6%) e teve queda de 1,3 p.p. contra agosto de 2020 (14,4%).

A população desocupada (13,7 milhões de pessoas) caiu 7,7% (menos 1,1 milhão de pessoas) ante o trimestre terminado em maio de 2021 e ficou estável na comparação anual.

A população ocupada (90,2 milhões de pessoas) cresceu 4,0% (mais 3,5 milhões de pessoas) ante o trimestre móvel encerrado em maio e subiu 10,4% (mais 8,5 milhões) no ano. O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar), estimado em 50,9%, cresceu 2,0 p.p. no trimestre e 4,1 p.p. no ano.

Preços ao produtor sobem 0,4% em setembro, menor alta em 2021, mostra IBGE

MoneyTimes

O índice que mede preços “na porta de fábrica” subiu 0,40% em setembro, menor aumento desde dezembro do ano passado e bem abaixo da taxa de 1,89% registrada em agosto sobre julho, mostraram dados do IBGE nesta quarta-feira.

A desaceleração da alta do índice cheio foi puxada por queda de 16,48% nos preços das indústrias extrativas, que tirou 1,24 ponto percentual da variação do índice completo.

Foi a maior queda percentual desde março de 2020 (-17,12%) e a maior variação dentre as atividades destacadas.

Entre as grandes categorias econômicas, houve baixa de 0,27% nos preços ao produtor relativos a bens intermediários.

Bens de capital subiu 1,30%, enquanto os preços “na porta de fábrica” para bens de consumo teve elevação de 1,37%.

Mercado aumenta pressão sobre Copom após IPCA-15

Valor Investe

O mercado já convergia na segunda-feira para um cenário central de elevação de 1,50 ponto percentual na Selic na decisão de hoje do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Ontem, porém, a surpresa inflacionária observada no IPCA-15 de outubro movimentou os preços dos ativos e fez com que apostas ainda mais agressivas de alta dos juros surgissem e ganhassem força.

No mercado de opções digitais, na B3, as chances de uma elevação de 1,50 ponto caíram de 47% na segunda-feira pra 38% ontem, enquanto as apostas em um aumento ainda mais agressivo, de 2 pontos percentuais, subiram de 12% para 20%.

A alta de 1,20% do IPCA-15 de outubro, bem acima do consenso do mercado (0,98%), chamou a atenção dos agentes e conferiu viés de alta para as expectativas para a Selic na decisão de hoje. “A leitura de inflação [de ontem] reforça os riscos de alta para a inflação de 2022, considerando a natureza generalizada das pressões sobre os preços, especialmente em um ambiente de baixa credibilidade fiscal”, afirma o economista-chefe para Brasil do Barclays, Roberto Secemski.

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